K9, DROGAS K – VÍTIMAS DA DEPENDÊNCIA QUÍMICA



K9, DROGAS K – VÍTIMAS DA DEPENDÊNCIA QUÍMICA

Na imagem: Dedos queimados, jovem de 18 anos viciado há 4 anos nas “Drogas K”.

Em 2017, a nova substância começava a circular em São Paulo, principalmente nas unidades prisionais. Na época, era conhecida como K4, por meio de um líquido borrifado em pedaços de papel, facilitando a entrada nas unidades. Atualmente conhecidas popularmente como K2, K4, K9 ou Spice, expandiram-se durante a pandemia, intensificando a sua presença nas ruas de São Paulo em 2022.

Segundo o relatório Epidemiológico de Notificações de casos suspeitos de Intoxicação por Canabinóides Sintéticos, da Secretaria Municipal de Saúde do Município de São Paulo, publicado no dia 06 de junho, a Coordenadoria Regional de Saúde de atendimento da cidade aponta que somente em 2023, a Zona Leste já lidera as Notificações de casos suspeitos de Intoxicação Exógena por Drogas K: 225 casos.

O termo de como é mais conhecida, trata-se de uma expressão equivocada, pois, não necessariamente, há derivados da maconha presentes na fórmula. Surgidas em laboratórios dos Estados Unidos na década de 90, a ideia seria a criação de medicamentos, tendo como base inicialmente os canabinoides e o THC sintéticos. A explicação é complexa, mas, em resumo, é a mistura de produtos químicos com moléculas sintéticas, pulverizados sobre qualquer erva seca, como o capim.

Estudos realizados por especialistas da UNICAMP, e Peritos da Polícia Científica, do Instituto de Criminalística (IC) de São Paulo, apontam que as substâncias são borrifadas geralmente em outras drogas, folhas de chás ou pedaços de papel, contendo diversos produtos químicos nocivos, preparados em laboratórios clandestinos para simular os efeitos de outros entorpecentes. Também se liga ao mesmo receptor do cérebro que a maconha comum, contudo, em uma potência até 100 vezes mais prejudicial ao Sistema Nervoso Central (SNC). Tão baratas quanto a “pedra”, atraem os usuários de crack e jovens que utilizam a maconha, devido ao preço popular, embalagens chamativas e a expressão “maconha sintética” em sua origem no submundo do crime.

O Instituto Nacional de Abuso de Drogas dos Estados Unidos (NIDA, em inglês), também aponta que, além da dependência imediata, a saúde da pessoa é extremamente comprometida. Após o uso, além da agressividade, lesões, queimaduras ou vermelhidão na pele, boca e lábios, são relatados o “efeito zumbi” e uma vasta gama de complicações neurológicas que podem ocorrer no usuário, como a confusão mental, ansiedade, taquicardia, falta de coordenação motora, psicose, insuficiência renal, convulsões e diversas outras complexidades que podem levar à morte.

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